Hoje temos inúmeras questões discutidas e o que encontramos são os mesmos temas, as mesmas críticas, as mesmas soluções e o mesmo erro cometido; Crianças buscam cada vez mais a sua liberdade, independência e conforto, esquecem que um dia irão sentir saudades do que nunca foi vivido pelas mesmas, olham ao redor e vêem casas sem cores, muros em forma de arte, confusas, porém, arte, eles querem ir aonde não se deve ir por conseqüência de uma mera cultura que diz: O seu lugar não é no arranha-céu, seu lugar é no solo pobre e fértil que esquenta os seus pés até o ardor ficar insuportável, porque nem a sandália você pode ter, nem um centímetro para acrescentar na sua altura insignificante.
Comem o que foi cuspido, imploram pelo que é desperdiçado, amigo intimo do advérbio de negação, o coloquial “NÃO”, procura o fato de estar ali e acha o que lhe levou a não estar . Conviver com a realidade de não saber o amanhã, de não saber para onde estar indo e acrescentar em sua memória as lágrimas derramadas em mais um dia de fome.
A facilidade de obter o que não poderia ter, sem seguir os passos, o caminho que é trilhado por todos aqueles que conseguiram a sua conquista armazenada em objetos resguardando lembranças de um dia nunca mais vivido; a facilidade de encontrar a escada para a satisfação e tocar nas nuvens chuvosas do seu céu particular.

que profundo,bonito!
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